Bem Vindo

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Revolução Constitucionalista de 1932 - Democracia e Eleições Livres - São Paulo



Vitória da democracia, apesar da derrota nas trincheiras. Historiadores e analistas políticos são unânimes em afirmar, 80 anos passados, que a Revolução Constitucionalista de 1932 mudou a história do Brasil, e não apenas a de São Paulo, ao lutar por ideais como liberdade e justiça contra a ditadura de Getúlio Vargas.
Já em sua edição de 4 de outubro, dois dias após a rendição, o Estado "garantia que o sangue derramado pela Constituição não se perderia e que a luta não estava acabada: apenas se transformava", conforme o jornalista Antônio Carlos Pereira transcreve em Folha dobrada, documento e história do povo paulista em 1932, minucioso livro sobre a Revolução Constitucionalista.
Foram 84 dias de enfrentamento, período em que as forças federais mobilizaram mais de 300 mil homens, rotativamente, contra um contingente rebelde bem menor. Alguns autores calculam em mais de 200 mil os voluntários paulistas que se apresentaram, mas só uns 30 mil ou 40 mil estavam em condições de combate, conforme relata José Alfredo Vidigal Pontes no livro 1932 - o Brasil se revolta.
"Foi uma mobilização extraordinária e havia disposição de luta", diz Hernâni Donato, autor de História da Revolução de 32. Segundo Donato, morreram mais de mil constitucionalistas - 353 voluntários, 249 combatentes das forças regulares (Exército e Força Pública) e cerca de 150 em outros Estados, "ademais daqueles 300 que História Naval Brasileira (da Marinha do Brasil), afirma terem sido degolados em uma só jornada junto de Porto Murtinho, Mato Grosso, no combate de 4-6 de agosto".
As vítimas. Marco Antônio Villa, professor de História na UFSCar, fala em 634 mortos constitucionalistas em seu livro 1932, Imagens de uma Revolução. O número de vítimas entre os aliados de Getúlio foi, com certeza, bem mais baixo. Não há estatísticas precisas e confiáveis. "Guerra finda, não houve contagem precisa dos mortos e dos feridos", escreve Donato, citando que parece não ter havido "nem mesmo vontade firme dos contendores de chegar a tais números". O adido militar da Embaixada dos Estados Unidos contabilizou um total de 1.050 mortos.

Fonte: http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/uma-vit%C3%B3ria-da-democracia

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Video: Bom Dia Brasil TV GLOBO Sempre informando a Comunidade.

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